06.19.08

Palmas pra ele?

Enviado em futebol tagged , , , , às 10:33 pm por fabriciobeck

CBF x AFA

Não torço pela Seleção de jogadores nascidos no Brasil, vulgo “time da CBF”. Isso desde pequeno e poderia passar uma tarde aqui enumerando motivos. Mas esse não é o foco desse post. Me causou surpresa uma declaração do jogador Gilberto, se dizendo incomodado com os aplausos para o atleta argentino Messi, quando saía de campo na partida de ontem a noite, entre as 2 seleções, no Mineirão.
Disse também que quem merecia aplausos era ele, que deixava a esposa e 2 filhos em casa para ir vestir a camisa canarinho. Meu caro Gilberto, você aplaude a grande maioria dos brasileiros, que acordam bem mais cedo que você, deixam seus 8, 9 10 ou mais filhos (que dormem num mesmo cômodo apertado) e saem para cortar cana, catar papelão, vender jornal etc? Você aplaude o pai de família que chora todas as noites porque vê os filhos não ter o que comer? Brasileiros como você, Gilberto. Brasileiros que ganham num ano o que você ganha em 30 minutos, enquanto dorme em lençóis de seda.
Jogo entre seleções, ainda mais um Brasil x Argentina, é festa para o público. Quem freqüenta o estádio em jogos do selecionado nacional em sua grande maioria não são os torcedores fanáticos dos clubes. São as pessoas que querem bom espetáculo, bola na rede, enfim, festa. E se teve alguém que proporcionou alguns momentos bonitos ontem a noite foi ele, Messi. Nada mais justo o aplauso, atitude nobre que por séculos conclui espetáculos e apresentações.

Me proporciona profunda tristeza ver um atleta de renome internacional ter uma atitude e fazer declarações desse porte. Ainda mais oriundo da pobreza. Devia dar valor a cada segundo de trabalho, a cada centavo ganho e não ter um pensamento tão mesquinho.

06.16.08

Coração e Marketing

Enviado em futebol, gremio tagged , , , , , às 1:54 am por fabriciobeck

Manto Sagrado 16

Após uma entrevista emocionante para o Esporte Espetacular, da Rede Globo, Jardel voltou à mídia. Não mais pelos seus gols, geralmente oriundos de precisas cabeceadas, mas por um “outro Jardel”, que há anos não se firma em clube algum, está desempregado e inclusive admitiu contato com as drogas.

Prometeu empenho, dedicação, voltar a velha forma e aos gols. A torcida gremista se sentiu tocada por isso. Não é raro achar um torcedor tricolor que apóie a sua contratação. Porém, receio que Jardel já não tem mais cacife para um time de ponta. Mas o Grêmio não pode e não deve virar as costas para ele.

Jardel alegou inclusive problemas financeiros. Como o Grêmio poderia homenagear seu ídolo, sem precisar contratá-lo e ver mais um ídolo sendo “queimado” no Olímpico? E ao mesmo tempo ajudá-lo? Uma camisa comemorativa seria uma grande idéia. A torcida tricolor tem o hábito de adquirir produtos oficiais do clube, bem como homenagear seus ídolos. Basta unir o útil ao agradável. Seria uma boa jogada de marketing uma camisa comemorativa com o eterno número 16.

Eu compraria. E você?

06.11.08

Convicções!?

Enviado em futebol, gremio tagged às 1:40 am por fabriciobeck

Como é difícil uma pessoa mudar de conceitos. Vejamos o caso de Celso Roth. O seu histórico profissional aponta que ele é um profissional cujo trabalho tem um prazo de validade. E geralmente esse prazo não é dos mais longos.


Vejamos seu momento atual no Grêmio. Logo de cara, 2 eliminações precoces e consecutivas com a diferença de 3 ou 4 dias. Seria o suficiente para sua demissão – para a maior parte da torcida Gremista, nem deveria ter ocorrido sua admissão. Porém, a direção tricolor, resolveu acreditar e apoiar o treinador. Não se sabe se por realmente acreditar em seu potencial (potencial que estaria adormecido até hoje?) ou por receio em pagar mais uma multa recisória para treinador demitido, como havia ocorrido com Wagner Mancini.

O fato é que Celso Roth iniciou bem o Campeonato Brasileiro. Acima de qualquer expectativa. Seu time começa o jogo muito bem postado, e com atitude de quem busca a vitória. O problema é que vem o primeiro gol, chegao intenvalo, e a coisa desanda. Celso Roth volta a ser o velho Celso Roth, com seus conceitos sobre futebol amparados na defensividade, na covardia. Empilha volantes, chama o adversário para seu campo, aniquila o setor de criação do próprio time, com isso os adversários crescem. Semana passada, o Vasco da Gama virou uma partida que estava nas mãos do Grêmio e nesse último domingo, quase que o Fluminense busca um resultado perdido, mesmo com 1 jogador a menos em campo. E não podemos esquecer das péssimas substituições efetuadas na empate em 0×0 contra o Flamengo, onde o Grêmio sufocava o adversário porém seu treinador acabou com suas próprias chances de vitória.

Com os números atuais, fica difícil questionar o trabalho de Roth como um todo, porém, baseando-se em seu histórico de insucessos e nas repetidas más substituições que comprometem seu próprio trabalho, a pergunta que fica é: até quando vai durar?

Se houvesse uma reflexão e uma revisão de conceitos, quem sabe esse panorama pudesse ser diferente. Mas alguém aposta em mudanças? Eu não.