07.28.08
Profissionalismo parcial!?
Vivemos um momento em que os clubes nacionais tentam profissionalizar-se cada vez mais. Buscam exemplos de gestão em países que estão à frente nesse aspecto. O STJD tem sido cada vez mais observador a atitudes de atletas, treinadores e até torcedores. A eminência da Copa do Mundo no Brasil proporciona a oportunidade de novos e melhores estádios. Vai demandar um avanço na infra-estrutura nacional. Enfim, o profissionalismo e a excelência estão nos quatro cantos. Mas não estão esquecendo de nada?
A arbitragem nacional continua em um patamar inaceitável. Alguns erros (queremos acreditar que são apenas erros) têm sido mais determinantes para as partidas do que a habilidade ou o esforço dos atletas. E como em outras esferas do nosso futebol, não vemos o mesmo pulso forte com os árbitros.
Erros não são levados em conta e as mais variadas desculpas utilizadas. “É humanamente impossível enxergar aquela jogada”. Oras, então temos que levar em conta quando o atacante utiliza o braço para fazer um gol em um lance onde seria “humanamente impossível” alcançar com os pés ou a cabeça.
Não pode haver tamanha diferença de tratamento entre quem participa do mesmo espetáculo. Para que a arbitragem exija disciplina dos atletas, seria interessante que aos árbitros também fosse exigida disciplina de intensidade similar.
07.23.08
Ah.. o amor!

O dia dos namorados já passou, mas sempre é hora para falar de amor. Amor foge a dicionários e vocabulários variados. Mas envolve uma série de variáveis. Entre eles, poderíamos destacar o companheirismo e o afeto. Estarmos sempre ligados, conectados. Tratando com carinho todos os dias, como se fosse o último.
Ah.. Ela! Desde pequenos sonhamos com um amor assim.Não saímos de casa sem ela. Sempre unidos, como unha e carne. Aonde vamos a exibimos com orgulho. Beijamos, abraçamos, puxamos. Algumas vezes até dormimos com ela.
Muitos dos nossos sonhos a envolve. Sempre queremos o melhor para ela, todos os louros possíveis. Queremos que o mundo todo a conheça, a respeite e a valorize como ela merece. Da mesma forma que a reconhecemos.
Muitas vezes ouvimos gracinhas por causa dela. Mas a defendemos até a morte. Algumas vezes nos faz chorar, nos tira do sério, mas tê-la e amá-la nos traz constante alegria e orgulho. O que seria da nossa vida sem ela?
Bem… Você pode estar se perguntando: “Mas o que isso tem a ver com futebol?”. Tudo. Ou você acha que eu me referia a alguma mulher? Não, caro leitor. Me referia a camisa do meu clube do coração.
Garanto que você também tem a sua aí por perto. =)
07.17.08
Lei Pelé ou Lei Édson?

Como disse Romário certa vez: “O Pelé calado é um poeta”. Temos que saber diferenciar o Pelé atleta da pessoa Edson Arantes do Nascimento. Pelé foi um dos maiores, senão o maior, jogador de futebol de todos os tempos. Edson ficou famoso por suas previsões nada precisas, comentários que viraram folclore, alguns problemas pessoais, e principalmente, uma lei que prometia salvar o futebol brasileiro.
Na verdade, essa lei protegeu apenas atletas e fortaleceu ainda mais os empresários. Nunca se viu um êxodo de atletas brasileiros como hoje. Toda janela de transferência a história se repete: atletas seduzidos por ofertas tentadoras, e não mais apenas de times europeus e alguns japoneses, como era costume. Um dos recentes mercados que mais tem captado mão-de-obra do futebol nacional é o Oriente Médio e seus “petrodólares”.
Cada vez mais atletas, e com mais renome, estão se aventurando na terra dos Sheiks, em busca da prometida “independência financeira”, algo que chega a soar estranho para quem já tem salários bem acima da média nacional.
E o futebol brasileiro infelizmente vê cada vez mais cedo suas promessas desfilando nos gramados de outros países e continentes, tornando nosso campeonato nacional sucateado. E a cultura que impera entre os dirigentes dos clubes nacionais não nos traz esperanças de dias melhores a curto prazo. A Lei Pelé, apesar de todas suas carências, existe a anos, e pouquíssimos clubes souberam adaptar-se a ela, tentando minizar os impactos que ela ocasiona.
07.14.08
Contrastes nacionais..

Certa notícia que chegou a minha caixa de emails recentemente me chamou a atenção, de forma negativa. Nela contava a história da oferta de patrocínio para a atleta Olímpica Brasileira Jade Barbosa, de pífios R$ 250, ou R$ 350 caso ela se sujeitasse a participar de 8 campanhas publicitárias para a empresa patrocinadora. Mas o que isso tem a ver com futebol ou táticas?
No meu ponto de vista mostra a que ponto chegou o esporte nacional. Atletas de ponta, multi-campeões, treinando em aparelhos sucateados e com salários que beiram a miséria, enquanto isso, treinadores que jamais mostraram um pingo de qualidade, recebem os louros da fama (e muito $$$$).
Vejamos o caso de Celso Roth, meu alvo preferencial atual. Treina uma equipe de ponta, recebe um salário astronômico. Em uma rápida conversa entre amigos, todos pudemos constatar termos a mesma opinião a respeito da tática do Grêmio. É um time desequilibrado. Utiliza 2 alas que na verdade são laterais, volante de contenção na 2ª função do meio e vice-versa, entre outras aberrações. Coisas simples de se ver, palpáveis. Ainda mais para alguém com o patamar profissional alcançado por Celso Roth. Mas não é isso que acontece.
Me entriste meu clube e o futebol brasileiro jogar dinheiro para o ralo com pessoas desqualificadas, que nem a profissão que escolheram para a vida são capazes de exercer com maestria, enquanto atletas de ponta amarguram a falta de investimentos e patrocínio.
07.05.08
O romantismo no futebol acabou..
.. e já faz tempo. O recente caso envolvendo o atleta Roger e o Grêmio é uma clara prova disso. O jogador, que nos últimos anos somava fracas temporadas, parecia ter reencontrado seu velho futebol. Para muitos, vinha jogando mais do que alguma vez já teria jogador. Era ídolo da torcida, dizia amar a cidade, o clube, enfim, se dizia plenamente realizado. Jurava amor eterno, alegava querer se aposentar no clube, e que a parte financeira já pouco lhe importava.
Isso tudo até as 08h30 da manhã dessa última sexta-feira, 4 de julho, quando Roger chegou para a direção do Grêmio e disse que estava saindo. Uma proposta tentadora do futebol do Catar (quem já jogou Fifa Soccer 94 lembra deles) o fez balançar e resolver abandonar o clube que o re-projetou para o futebol. Agora o Grêmio, que havia arriscado e investido no atleta, fica a ver navios.
Roger não é insubstituivel, mas é peça fundamental no esquema tricolor, era o único armador e centralizador das jogadas ofensivas. Como a janela de transferências só reabre em agosto, o clube sequer terá a possibilidade de contratar um substituto imediato, tendo que suprir sua necessidade com peças internas, coisa que o Grêmio já era carente antes mesmo da saída de Roger.
O velho ditado se aplica novamente: os jogadores passam, o clube fica. É um cenário triste para o nosso futebol, que sempre foi recheado de ídolos, ter que assistir nossos poucos bons atletas que restaram jogando no país irem embora por uma pilha de “verdinhas”, para atuarem em países onde o futebol nunca foi nada.
07.03.08
Soberba..

Existem jogadores e treinadores que tornaram-se folclóricos por suas declarações e seus deboches. Renato Gaúcho faz parte dessa trupe. Desde o começo da carreira de jogador chamava atenção pela língua solta (e claro que pelo futebol de primeiro nível também). Mas existem horas e horas para isso. A tentativa de motivar seus jogadores e de inflamar a torcida soou mais como soberba e arrogância do que confiança propriamente dita.
E posso dizer que o resultado não foi o esperado, principalmente se olharmos para a torcida do Fluminense. Apática. Mesmo com um time conseguindo um épico 3×1, resultado que levava à prorrogação, e pressionando o time adversários, atletas em campo tinham que pedir o apoio, que mesmo assim não acontecia. E essa apatia passou para o campo. Após seu terceiro gol, o Fluminense nada fez, e voltou a ser pressionado pela LDU, como acontecera nos 12 minutos iniciais da partida.
Mesmo assim não houve mais gol, e a partida foi para os pênaltis. O Fluminense tinha tudo nas mãos, pois seus batedores eram jogadores de alta classe, como Thiago Neves, Washington, Dodô, Conca e Cicero. Mas não foi o que se viu. Jogadores com cara assustada e se deixando levar por provocações. Resultado disso: título para a LDU, claro. E o som do Maracanã foi o mesmo de grande parte da partida: silêncio.
Ninguém vence de véspera, ao menos não no futebol. A soberba não leva a nada. Até ontem as 21h30 o Fluminense estava a um passo de ir para o Mundial de clubes e de disputar a Libertadores 2009. Mas agora? Poucos minutos depois? É o pior time do campeonato Brasileiro, na lanterna isolada. Um dia se está no topo, mas no instante seguinte, podes estar no fundo do poço. Por isso, arrogancia não!
07.01.08
O duelo das cores

Gre-Nal é algo fora de série. Já nos dias que antecedem o grande clássico, não se fala em outra coisa. E isso não se limita a Porto Alegre. É no estado inteiro do RS, em grande parte de SC e em outras partes do país onde se aglomeram torcedores de Grêmio e Internacional. Pude constatar isso em Florianópolis nesse final de semana, onde não se via outras cores senão o tricolor do Grêmio e o alvi-rubro do Inter.
O jogo foi nervoso e disputado como todo bom Gre-Nal deve ser. O Inter veio com uma postura mais defensiva, fechado no seu campo e explorando os contra-ataques. De um lance de bola parada, de forma irregular, surgiu seu gol. O Grêmio tentou impôr seu ritmo e teve maior posse de bola por quase todo o jogo, mas o Inter continuava perigoso nos contra-ataques. O Grêmio apesar da posse de bola, tinha dificuldade em penetrar na barreira colorada, muito disso se deve a preferência do excelentíssimo Celso Roth por William Magrão ao invés de Rafael Carioca, que vinha de boas e consistentes apresentações. No segundo tempo, ao consertar o erro, o Grêmio teve um toque de bola mais qualificado e foi beliscando o seu gol.
Num cruzamento despretensioso para a área, buscando Rodrigo Mendes, o goleiro colorado Renan saiu bem do gol e interceptou o cruzamento. Porém, ao segurar a bola, acertou propositalmente um chute no atacante gremista. O juiz nada viu, mas prontamente foi alertado pelo auxiliar. O pênalti foi muito bem marcado e o arqueiro Renan expulso. Clemer entrou para repôr a peça faltante, mas nada pôde fazer na cobrança precisa de Roger, com muita categoria.
O 1×1, placar justo para o que foi o jogo, estava assinalado. Bom para o Grêmio, que se manteve na briga pela liderança. Bom para o Inter que conseguiu ficar fora da zona de rebaixamento. Sem falar que nunca é bom perder um clássico contra o maior rival, pois são nessas derrotas que crises são acentuadas (ou iniciadas).

