07.01.08
O duelo das cores

Gre-Nal é algo fora de série. Já nos dias que antecedem o grande clássico, não se fala em outra coisa. E isso não se limita a Porto Alegre. É no estado inteiro do RS, em grande parte de SC e em outras partes do país onde se aglomeram torcedores de Grêmio e Internacional. Pude constatar isso em Florianópolis nesse final de semana, onde não se via outras cores senão o tricolor do Grêmio e o alvi-rubro do Inter.
O jogo foi nervoso e disputado como todo bom Gre-Nal deve ser. O Inter veio com uma postura mais defensiva, fechado no seu campo e explorando os contra-ataques. De um lance de bola parada, de forma irregular, surgiu seu gol. O Grêmio tentou impôr seu ritmo e teve maior posse de bola por quase todo o jogo, mas o Inter continuava perigoso nos contra-ataques. O Grêmio apesar da posse de bola, tinha dificuldade em penetrar na barreira colorada, muito disso se deve a preferência do excelentíssimo Celso Roth por William Magrão ao invés de Rafael Carioca, que vinha de boas e consistentes apresentações. No segundo tempo, ao consertar o erro, o Grêmio teve um toque de bola mais qualificado e foi beliscando o seu gol.
Num cruzamento despretensioso para a área, buscando Rodrigo Mendes, o goleiro colorado Renan saiu bem do gol e interceptou o cruzamento. Porém, ao segurar a bola, acertou propositalmente um chute no atacante gremista. O juiz nada viu, mas prontamente foi alertado pelo auxiliar. O pênalti foi muito bem marcado e o arqueiro Renan expulso. Clemer entrou para repôr a peça faltante, mas nada pôde fazer na cobrança precisa de Roger, com muita categoria.
O 1×1, placar justo para o que foi o jogo, estava assinalado. Bom para o Grêmio, que se manteve na briga pela liderança. Bom para o Inter que conseguiu ficar fora da zona de rebaixamento. Sem falar que nunca é bom perder um clássico contra o maior rival, pois são nessas derrotas que crises são acentuadas (ou iniciadas).