10.15.08
Justiça (?) esportiva

O que se viu nessa quarta-feira, 15 de outubro de 2008, foi mais um capítulo obscuro, mais uma mancha negra no futebol brasileiro. A decisão do STJD ao punir 3 jogadores do Grêmio e 2 do Botafogo sem o menor critério nos remete ao ano de 2005, onde uma decisão descriteriosa e desproporcional jogou o campeonato brasileiro no colo do Corinthians.
Infelizmente já faz tempo que o futebol no Brasil não se decide apenas dentro de campo e os beneficiados geralmente são os mesmos. A agressão de Diego Souza e as agressões de Kléber, ambos do Palmeiras, foram muito mais hostis que as do atletas julgados nessa semana, porém, ambos foram absolvidos. É essa falta de critério que o clube gaúcho e o carioca se referem. O popular jargão “2 pesos e 2 medidas”.
Esse é um dos principais motivos do torcedor fiel, do cidadão de bem, se afastar dos estádios. É impossível não se deixar afetar pelos mandos e desmandos dos homens engravatados em nosso futebol. Estamos num país onde o futebol é o melhor do mundo mas quem comanda esse país são empresários de atletas, empresas que tentam comprar clubes, atletas e tudo mais que diz respeito e, infelizmente, integrantes do órgão de Justiça Desportiva que é quem devia zelar pelo bom andamento do campeonato.
Justiça que de justa não tem nada. Uma das primeiras e principais definições para a palavra “justiça” no dicionário: equidade. Equidade é IGUALDADE. IMPARCIALIDADE. Não é o que temos presenciado em nosso futebol.. lamentável.
07.28.08
Profissionalismo parcial!?
Vivemos um momento em que os clubes nacionais tentam profissionalizar-se cada vez mais. Buscam exemplos de gestão em países que estão à frente nesse aspecto. O STJD tem sido cada vez mais observador a atitudes de atletas, treinadores e até torcedores. A eminência da Copa do Mundo no Brasil proporciona a oportunidade de novos e melhores estádios. Vai demandar um avanço na infra-estrutura nacional. Enfim, o profissionalismo e a excelência estão nos quatro cantos. Mas não estão esquecendo de nada?
A arbitragem nacional continua em um patamar inaceitável. Alguns erros (queremos acreditar que são apenas erros) têm sido mais determinantes para as partidas do que a habilidade ou o esforço dos atletas. E como em outras esferas do nosso futebol, não vemos o mesmo pulso forte com os árbitros.
Erros não são levados em conta e as mais variadas desculpas utilizadas. “É humanamente impossível enxergar aquela jogada”. Oras, então temos que levar em conta quando o atacante utiliza o braço para fazer um gol em um lance onde seria “humanamente impossível” alcançar com os pés ou a cabeça.
Não pode haver tamanha diferença de tratamento entre quem participa do mesmo espetáculo. Para que a arbitragem exija disciplina dos atletas, seria interessante que aos árbitros também fosse exigida disciplina de intensidade similar.
