08.13.08
O lado humano dos craques..

Há cerca de 2 ou 3 meses, o Fluminense vivia dias de grande euforia. Os reforços de peso trazidos pelo clube em parceria com a Unimed tinham formado um grande time, que tinha passado com superioridade pelos multi-campeões São Paulo e Boca Juniors. Estava na final da Libertadores contra a menos expressiva LDU. Era franco favorito. O Campeonato Brasileiro recém iniciava, e a desconfortável colocação da equipe na tabela era notoriamente momentânea (principalmente segundo as declarações de seu treinador à época, Renato Gaúcho) e nada abalaria o sono do tricolor das Laranjeiras.
A Final da Libertadores passou, o esperado título não veio. Mas o que na verdade veio foi um período negro. Alguns jogadores saíram, seja por transferência ou pela ocasião das Olímpiadas, e os resultados positivos não aconteceram. Nem o cargo do treinador Renato Gaúcho, que gozava de grande prestígio no clube, foi capaz de suportar. Situação parecida aconteceu certa vez com o Grêmio. Em 2003, ano do seu Centenário, criou-se grande expectativa em torno da Libertadores. Quando o time foi eliminado precocemente da competição internacional, entrou em crise, que quase resultou em rebaixamento no Campeonato Brasileiro. O clube escapou na última rodada.
Por serem pessoas públicas e idolatrados, os jogadores de futebol são vistos por muitos como “super-heróis”. Seres fora da realidade do nosso cotidiano. Mas a bem da verdade é que são pessoas como qualquer um de nós, com anseios e frustrações. Também passam por momentos difíceis, mesmo para nós sendo difícil de compreender isso, tendo em vista toda ostentação que sua profissão garante. É necessário um bom trabalho psicológico, trazendo os pés novamente ao chão, criando uma nova meta para o clube e seus jogadores. Senão, o futuro pode reservar ainda mais escuridão.
07.03.08
Soberba..

Existem jogadores e treinadores que tornaram-se folclóricos por suas declarações e seus deboches. Renato Gaúcho faz parte dessa trupe. Desde o começo da carreira de jogador chamava atenção pela língua solta (e claro que pelo futebol de primeiro nível também). Mas existem horas e horas para isso. A tentativa de motivar seus jogadores e de inflamar a torcida soou mais como soberba e arrogância do que confiança propriamente dita.
E posso dizer que o resultado não foi o esperado, principalmente se olharmos para a torcida do Fluminense. Apática. Mesmo com um time conseguindo um épico 3×1, resultado que levava à prorrogação, e pressionando o time adversários, atletas em campo tinham que pedir o apoio, que mesmo assim não acontecia. E essa apatia passou para o campo. Após seu terceiro gol, o Fluminense nada fez, e voltou a ser pressionado pela LDU, como acontecera nos 12 minutos iniciais da partida.
Mesmo assim não houve mais gol, e a partida foi para os pênaltis. O Fluminense tinha tudo nas mãos, pois seus batedores eram jogadores de alta classe, como Thiago Neves, Washington, Dodô, Conca e Cicero. Mas não foi o que se viu. Jogadores com cara assustada e se deixando levar por provocações. Resultado disso: título para a LDU, claro. E o som do Maracanã foi o mesmo de grande parte da partida: silêncio.
Ninguém vence de véspera, ao menos não no futebol. A soberba não leva a nada. Até ontem as 21h30 o Fluminense estava a um passo de ir para o Mundial de clubes e de disputar a Libertadores 2009. Mas agora? Poucos minutos depois? É o pior time do campeonato Brasileiro, na lanterna isolada. Um dia se está no topo, mas no instante seguinte, podes estar no fundo do poço. Por isso, arrogancia não!